19 de jun de 2015

Auto aceitação


Uma pergunta que sempre temos que fazer: como podemos amar o mundo se não aprendermos a nos amar? Como podemos nos sentir amados e aceitos se não aprendermos a amar e aceitar a nós mesmos?
De muitas maneiras, as personas que criamos – as máscaras que criamos - são apenas reações inconscientes ao nosso medo de sermos julgados. Não faz a menor diferença se a máscara que vestimos é tímida e introvertida ou exuberante e extrovertida, uma máscara ainda é uma máscara.
À medida que nos tornamos cada vez mais certos de quem somos, nos tornamos mais estáveis e reais. Deixamos de nos preocupar com o que os outros pensam e somos mais capazes de dar amor e carinho. O caminho espiritual é o caminho de um guerreiro. É preciso coragem para usar o coração e enxergar além da superfície – além das máscaras.
Quando somos capazes de relaxar e abandonar o que é irrelevante, o que nos resta é a essência nua – a autêntica natureza do Buda interior. Seu Buda interior é extremamente confiante e seguro de si; ele se sente à vontade com todo mundo e em toda parte. Quando estamos em contato com nosso Buda interior, não precisamos mais comer em restaurantes onde poderemos ser vistos pelas “pessoas que contam”, não importa quem possa ser essas pessoas. Não nos preocupamos mais com o fato de sermos apreciados ou de sermos adequados; podemos seguir o nosso próprio caminho. Quando estamos em contato com o nosso Buda interior, somos capazes de aceitar as outras pessoas porque nos aceitamos a nós mesmos por quem e pelo que somos. Chegamos em casa, à vontade e em harmonia com nós mesmos. Esta é a meta da jornada.

Mas perceba... Na vida, sentimos muitas vezes que temos que fingir ser algo que não somos; muitas vezes sabemos que as pessoas à nossa volta também estão fingindo. É cansativo, não é mesmo¿ Fazemos de conta que tudo está bem, mesmo quando não está; fingimos ser fortes e corajosos quando estamos assustados e vulneráveis; simulamos estar felizes quando, na verdade, estamos tristes; fingimos saber o que estamos fazendo quando na verdade estamos totalmente confusos. Fazemos tudo isso com tanta frequência que o fingimento e falta de autenticidade se transformam em hábitos, até que nos perdemos no meio do rodopio, da fumaça e dos espelhos, e perdemos o contato com o nosso eu essencial e a realidade fundamental da nossa vida.
Quantas horas por dia passamos nos sentindo desligados ou tendo a impressão de que estamos representando um papel? Algumas pessoas estão sempre bajulando outras cuja presença lhe é desagradável. Muitas se sentem oprimidas pelo peso de constantemente tentarem ser o que os outros querem que elas sejam. Onde isso tudo nos leva¿
No final, a quem achamos que estamos enganando¿ Nos momentos crucias da vida e da morte – momentos de crise, alegria e tragédia – não há espaço para o fingimento. Somos obrigados a ser verdadeiros. Não é isso que todos nós fazemos? Isso significa que podemos ser nós mesmos, o artigo genuíno, verdadeiro.
Podemos nos religar a nossa verdade.
E uma das maneiras pelas quais podemos começar a cultivar uma presença autêntica é conceder a nós mesmos algum tempo no qual assumimos o compromisso de ser o mais verdadeiro, sincero e real possível. Reserve um período de tempo – pode ser uma hora por dia, um dia por semana ou mesmo um dia por mês.
Durante esse período, procure manter tudo o que fizer, disser e pensar o mais centrado, real e verdadeiramente ligado à sua experiência cotidiana em cada momento. Seja a pessoa certa no momento certo na hora certa, colocando-se em harmonia com qualquer momento, no momento em que ele se apresentar.

Então, seja natural: Onde você se sente mais à vontade e natural? Pense nas pessoas que fazem você se sentir mais estável. A naturalidade estimula a cura, pois ela é o oposto da ansiedade e do estresse. Relaxe e faça naturalmente o que vier;

Seja simples: Faça uma refeição simples; dê um passeio simples; sente-se em uma cadeira e contemple as árvores e o céu; procure não acrescentar nada desnecessário ou irrelevante à sua vida. Simplifique, simplifique, simplifique.

Reduza sua tendência a controlar as coisas. Experimente renunciar a algumas de suas ansiedades bem como à tendência de controlar as situações e as outras pessoas. Deixe os outros em paz, deixe você mesmo em paz;

Seja autêntico. Pergunte a si mesmo: “O que eu sinto realmente”¿ Não se deixe influenciar indevidamente pelas pelos valores e condições externas;


A mensagem de hoje é:
Permaneça atento. Preste atenção e permaneça consciente da sua experiência a cada momento. Fique atento ao momento presente. Este é o momento sagrado. Não o deixe passar.

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