3 de jun de 2015

A prática da Não violência e respeito pela vida


Procure manter sua mente serena – um permanecer tranquilo...

Talvez o primeiro princípio da espiritualidade seja a não violência.

Buda disse: Não fazer o mal, cultivar o que é bom e salutar e purificar o coração e mente. Estes são os ensinamentos dos Seres Despertos.

Na tentativa de ter respeito pela vida, reconhecemos muitos tipos de criaturas e todos os tipos de seres, visíveis ou não.
Começamos conosco, prezando nossa própria vida, admirando e dando o devido valor às oportunidades maravilhosas que temos. Estendemos, então, esse respeito às pessoas que mais amamos, reconhecemos que, naturalmente, prezamos essas vidas.
Ampliamos o círculo ainda mais e começamos a pensar no que significa prezar a vida de estranhos e até daqueles de quem não gostamos.
Continuamos estendendo nosso amor e, assim, o círculo cresce ainda mais. Por fim, conseguimos alcançar cada vez mais longe e inserimos mais e mais seres no nosso círculo de amor.
Com o tempo, estendemos tão longe o nosso amor, que atingimos seres que consideramos insignificantes: besouros, formigas, aranhas, ratos, cobras e, sim, até baratas.
Podemos considerar essas vidas? Podemos ter respeito por todas as vidas? Pois todas as formas de vida são sagradas. Assim como nós, ninguém quer morrer, sofrer, ficar doente ou perder entes queridos.
É fácil dizer: “Eu não mato. Sou uma pessoa boa. Sou pacifista”. Mas, e as matanças sutis?
Todos nós temos uma espécie de folha corrida interior que nos lembra das vezes em que não fomos sensíveis, em que deixamos de amar e respeitar todas as formas de vida. Reconhecer nossas transgressões e ter arrependimentos é uma forma de ajudar nosso carma e de ajudar a nós mesmos.
Temos respeito pela vida toda vez que usamos nossa energia para promover a harmonia, a paz e a reconciliação entre todos os seres. Salvar criaturinhas sempre que possível ajuda-nos a cultivar uma prática de amor – a certeza de que todas as vidas são preciosas.
Ser compassivo é ser capaz de ter uma compreensão profunda do que os outros estão sofrendo. Temos a bondade inata; a natureza humana é essencialmente boa e generosa.
E uma das maneiras práticas de incrementar a compaixão é eliminar barreiras. Muitos de nós nos tornamos teimosos, inseguros, isolados por camadas de mecanismos de defesa do ego, adquiridas durante incontáveis conflitos ao longo da estrada da vida.
Então, ter consciência do sofrimento, seja ele nosso ou de outro ser ajuda a fazer com que fiquemos mais sensíveis e amorosos.
Podemos aproveitar nossas próprias experiências de vida para enriquecer nossa compaixão. De certa forma, todos sabemos o que é sofrer física e emocionalmente. Com esse conhecimento, podemos nos inspirar a fazer o possível para ajudar a curar o próximo. Quando nossos filhos choram, reagimos rapidamente a seu sofrimento. Por que deveríamos nos importar menos com os filhos de outras pessoas? Até os animais selvagens têm mãe e lar para onde voltar à noite.
Pensar nos exemplos de homens e mulheres piedosos de todos os tempos, inclusive de hoje, ajuda-nos a abrir a alma e o espírito, e aumentar a nossa capacidade de exercitar o amor e a bondade em tudo que fizermos.

A mensagem de hoje é:
Podemos ser um pouco mais bondosos gentis e mais amorosos com as pessoas à nossa volta. Isto requer uma certa dose de determinação consciente. Acho que é importante pensar em falar com gentileza, e estar mais presente com as outras pessoas, mesmo quando estamos sobrecarregados ou ocupados.
Devemos pensar em usar palavras que transmitam aceitação e apoio. Precisamos pensar em ser mais generosos com o que temos – com nosso tempo, com o que sabemos, com nossos recursos financeiros e com nossos sentimentos e emoções.
Um pouco de bondade, um pouco de cordialidade, um pouco de afeição, um pouco de empatia contribuem muito em todos os nossos relacionamentos. Sabemos que isso é verdadeiro com relação aos nossos filhos, parceiros e amigos. Mas também é verdadeiro com os outros – até em encontros com pessoas que talvez nunca mais vejamos.
Precisamos viver de forma a expressar nossa fé na importância do amor-bondade.

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