4 de jan de 2015

Celebração do nascimento de Paramahansa Yogananda

05/01/1893 - 07/03/1952


“Tudo o que você faz deve ser feito em paz. É o melhor remédio para o seu corpo, sua mente e seu coração. Essa é a maneira mais sublime de viver”.


Paramahansa Yogananda

Relaxe seus olhos e comece a observar a sua respiração. Observe atentamente suas inspirações e expirações profundas e desligue-se de tudo o mais...
Procure perceber que fixar mentalmente objetos dos sentidos, como parceiros, carros novos, celulares modernos, casas maravilhosas e etc..., Fazem com que nos apeguemos a essas coisas.
Do apego a esses objetos, geralmente materiais, brota o desejo de conquistá-los; Do desejo, quando insatisfeito, brota a raiva; A raiva gera a ilusão... A ilusão produz o esquecimento do Verdadeiro Eu, que alguns chamam de Alma.
A perda da memória de quem realmente somos faz decair o poder do discernimento; Com a perda do discernimento segue-se à destruição do reto pensar... Cada passo nessa descida tem um único responsável... O ego.
Para elevar-se de novo à sabedoria, o ego iludido precisa atingir o ponto aonde chegue a perceber que sua compreensão da vida até o momento só lhe trouxe sofrimento.
Sua primeira pergunta, então, será: “Por acaso gosto de sofrer?” Não, é claro!
Em seguida deve questionar... O que aumenta e o que diminui o sofrimento?
A resposta é que a dor diminui quando diminui também o interesse exagerado por si mesmo. A percepção dessa verdade leva aos primeiros lampejos de reconhecimento de uma realidade maior que o ego e o corpo.
A névoa da ilusão começa, então, a dissipar-se na mente...
Da aceitação do que é vem o enfraquecimento do apego mundano. Do desapego vem a diminuição do interesse pelos objetos dos sentidos e a busca pela sabedoria autêntica – busca que desperta a devoção no coração, o amor à verdade e o desejo intenso de conhecer a verdadeira bem-aventurança.

Yoganada dizia que a meditação é a rota mais curta para atingirmos o despertar da consciência / realizar a comunhão com Deus...
Suas palavras nos fazem mergulhar desde o início na vida interior da meditação... Naturalmente, quando você se senta pela primeira vez a fim de meditar, todas as suas antigas tendências mundanas, atiçadas pelo desejo material, levantam-se em protesto.
A meditação, porém, encaminha a consciência para esferas interiores em que o domínio da consciência separada começa a afrouxar...
Quando o ego percebe sua consciência da individualidade dissolvendo-se durante a meditação profunda, e mais ainda ao sentir que a respiração está prestes a cessar, pensa de súbito: “Esperem! E quanto a mim?!”
A lembrança súbita da “realidade” costumeira, o corpo físico, e dos atrativos do mundo material faz com que o hábito subconsciente ative o senso do eu, enquanto ego;
Nesse momento, o ato de inspirar com força, semelhante ao rugir do leão, desperta e redireciona o devoto, ou o praticante, imerso em meditação, para a consciência exterior novamente.

Swami Yukteswar, o mestre de Yogananda, comparava a mente do homem a um passarinho mantido na gaiola durante vinte anos. Se abrirmos a porta da gaiola, o passarinho recuará para os fundos, temendo a “ameaça” iminente: o vasto céu aberto onde, por natureza, deveria voar...
Após algum tempo a ave talvez se arrisque a sair, mas voltará quase imediatamente com medo dessa experiência de liberdade para a qual o hábito a deixou despreparada.
Só aos poucos, depois de sucessivas saídas para mais e mais longe, conseguirá o passarinho permanecer do lado de fora da gaiola, agitar as asas e, depois de uma pausa, voar livremente para o espaço.

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